Ágatha Miranda Reis de Souza, de Juiz de Fora, diz que também gosta de brincar com as peças, produzidas a partir de materiais recicláveis e massinha de modelar
Apenas 10 anos e a juiz-forana Ágatha já é referência quando o assunto é empreendedorismo. Há quatro anos, a garota vem chamando atenção não só pelo talento na produção de artesanato, como na forma que lida com a organização do negócio.
Segundo ela, tudo começou a partir do interesse por desenhos. Depois disso, montou um pequeno ateliê no quarto de casa, no Bairro Francisco Bernadino, e passou a produzir peças, que, aos poucos, começaram a ser comercializadas.
“Amo fazer artesanato. Sempre tive a mão leve para fazer as peças. Minha mãe passou a comprar os materiais. Comecei vendendo para os parentes e amigos da escola. Agora vendo para crianças em geral”, conta a menina, aluna da Escola Municipal Antônio Carlos Fagundes, que está prestes a ganhar uma bolsa de estudos em um colégio particular de Juiz de Fora.
Menina de 10 anos monta ateliê e dá dicas de empreendedorismo em Juiz de fora
A menina também dá dicas nas redes sociais e em um canal criado para postar vídeos de humor. Ela explica sobre como é o processo de aperfeiçoamento do talento.
“São quatro anos que faço o artesanato e é grande a evolução. Dá para ver que eu vou evoluindo. A pessoa não nasce com dom. Desde pequena ela vai formando e demonstrando o talento”.
Conforme ela, uma das fontes de aprendizado são pelos vídeos e tutoriais de outras artesãs na internet.
Viagens custeadas
A produção é baseada também na sustentabilidade, muito defendida pela menina. “Não deixo nada para trás. O que as pessoas acham que é lixo, eu acho que é artesanato”.
Além da venda dos itens, muitos deles de personagens infantis, Ágatha aproveita para brincar com as criações.
“Tenho vários brinquedos, mas o que mais brinco são com meus artesanatos.”
Na lista de produção, além dos desenhos realísticos, caricatura e cartoons, estão paper squishys – espécie de bolinhas massageadoras antiestresse, feitas para apertar – e funko pops, que são pequenas figuras de personagens da cultura pop.
Conforme ela, em determinados sites, o valor do brinquedo pode chegar a R$ 300. Mas ela vende-os por valores simbólicos, em torno de R$ 10.

A recompensa pelo trabalho, que ela confessa ser cansativa, também é aplicada com atividades de lazer. O dinheiro das vendas, ainda que pouco, vem sendo acumulado em um cofrinho de papelão, produzido por ela própria.
“Ainda estou decidindo se vou para o parque aquático de Leopoldina ou do Rio de Janeiro”.2
Conforme a família de Ágatha, nos próximos dias, ela deve ser recebida também pela prefeita Margarida Salomão.

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